quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
casulo
Não é isso... Eu acho lindo o seu desenho, são belas as formas... Mas, por alguma razão eu desconfio. Eu desconfio, Maria, me desculpa. Tem alguma coisa nessa imagem que me faz questionar os meus próprios átomos. E obrigada por isso. É que eu acho que é preciso saber se a imagem que você desenha é real, Maria... E aí é a hora certa de quebrar o espelho. A imagem tem que ser composta de outras pessoas também. Ser híbrido é irrecusável. Não rotule, Maria, não faça isso com você, nem com seu denho. Aquelas caixas onde enfiam pessoas com opiniões parecidas, ou gostos, ou opções... Aquelas caixas devem ser quebradas. Não as deseje. É que eu vejo você vestir pensamentos que nem sempre são seus pra afirmar sua nova postura diante do mundo, ou mesmo quando você usa as suas ideias, nem sempre eu vejo você. É como o seu desenho, muito contornado... É foda ser. Porque nunca é, o hoje perdeu o eu de ontem e amanhã, o eu de hoje já terá se perdido também. Então desista, Maria, não se procure mais. Apenas seja e se transforme sempre.
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